costumo perceber me encontrando diversas vezes na vida em situações nas quais eu estou utilizando os restos ou sobras de outras pessoas para mim. eu não vejo você utilizar os restos de outros como cópia ou plágio diretamente, e sim como uma forma de reaproveitamento de algo ou de um conceito.

muitas vezes aquilo foi descartado ou sobrou por 2 razões: o dono daquilo executou mal e falhou, ou executou bem e falhou. saber diferenciar isso é a chave para crescer em um mundo tão corrupto de negócios como o nosso. eu já reutilizei diversas vezes coisas de outras pessoas que foram descartadas justamente pelo fato de serem ideias ruins, erradas, péssimas. isso me custou muito tempo e aprendizado, mas faz parte.

quando eu tenho sucesso em pegar os restos de algo ou alguém e extrair valor daquilo, eu me sinto não alguém genial ou alguém burro, eu me sinto alguém que se aproveitou do erro de um e transformou em algo precioso, algo de valor. eu não devia me orgulhar de pegar uma ideia de um criador pequeno que falhou e reutilizar para meu benefício próprio, se aproveitando do fato dele ser infinitamente menor do que eu e não ter as mesmas oportunidades que eu tive para crescer.

sim, muitas vezes reaproveitar os restos de algo vai ser algo útil para diversas pessoas, independente do jeito que você executou: se deu certo, ninguém quer saber do que estava por trás, e é isso que move a sociedade atual.

então, procure diferenciar se você está tentando reutilizar de alguém que não tem nada a oferecer ou de alguém que não teve a chance de implementar a sua própria ideia na realidade atual de forma efetiva.

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